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Mostrando postagens de outubro, 2018

A CRIANÇA QUE EU QUERO SER - Maria Cristina

A criança que eu quero ser tem cabelos despenteados, pés descalços e mãos meladas (e ainda assim é amiga do espelho). Não é insegura nem tem dor de barriga por ansiedade. Ela não conta os dias nem os minutos, conta histórias, estrelas e balões. A criança que eu quero ser não guarda mágoas nem rancores, guarda segredos, boas memórias (e de vez em quando mandam que ela guarde os brinquedos). A criança que eu quero ser tem um coração doce e puro. Ela perdoa e recomeça. Ela pula, corre, nada, gargalha e, depois de um dia de brincadeiras, dorme (apenas) e sonha. A criança que eu quero ser renasce a cada dia, tem olhos atentos, admira, experimenta, participa, descobre, constrói, reinventa, resignifica e cresce, tentando sempre ser alguém melhor que é! A criança que eu quero ser ri mais que chora, não se acostuma com metades e rejeita as migalhas. É encantada, eufórica, intensa e plena. O mundo é pouco e a vida é curta demais para a criança que eu quero ser